Cooperantes
 

TCR - Cooperativa de Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso

1.TUREL|TCR

A “TCR – Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL”, com a marca registada TUREL é uma cooperativa vocacionada para a promoção, dinamização e comercialização de produtos e serviços ligados ao Turismo Cultural e Religioso.

 Fruto do diagnóstico realizado ao estado de evolução do turismo, que tem vindo a sofrer algumas alterações, nomeadamente numa procura cada vez mais exigente, em termos de qualidade de serviços e diversidade de produtos, bem como uma tendência para a fragmentação dos mercados e, ainda, a falta de produtos específicos e direccionados que um grupo de instituições decidiu criar e dinamizar a TUREL|TCR – Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL.

Neste sentido, o primeiro passo foi o Projecto “Turismo Religioso – Promoção e Dinamização do Turismo Religioso, como Motor de Desenvolvimento Regional” promovido, por solicitação do Cabido Metropolitano e Primacial de Braga, pela Associação Comercial de Braga, em pareceria com algumas dioceses da região norte, a ADETURN – Turismo Norte de Portugal e a Arquidiocese de Santiago de Compostela.
Este projecto reveste-se de grande actualidade e relevância para a Região Norte, já que esta é um receptor com grandes potencialidades. Para isso contribuem os seguintes factores: a localização, o clima, a estabilidade social, a gastronomia, a beleza natural e a riqueza do património.

Das actividades do projecto acima referido, importa salientar as principais:
A assinatura da Magna Carta para o Turismo Religioso, realizada em 26 de Outubro de 2001, com a presença de S.E. a Dr.ª Elisa Ferreira, à data Ministra do Planeamento, sendo rectificada pelo Cabido Metropolitano e Primacial de Braga, a Associação Comercial de Braga e a ADETURN – Turismo Norte de Portugal. Este acto compromete as entidades “...no sentido da colaboração estreita e bidireccional com

 

vista ao desenvolvimento e estruturação do Turismo Cultural e Religioso no Norte de Portugal”.
A realização do estudo “Turismo Religioso como Motor de Desenvolvimento Regional – O Potencial do Turismo Religioso na Região Norte”, Do qual ressaltam os dados relativos ao levantamento, diagnóstico e caracterização do sector, assim como as orientações, quer em termos de produtos turísticos a implementar, quer no que diz respeito às características da estrutura organizativa e administrativa, subjacente a estabilizar.
A realização do estudo “Turismo Religioso – Estudo de Mercado e Comunicação”, teve como objectivos principais a concepção da marca “Turismo Religioso Norte de Portugal” e o seu posicionamento no mercado turístico.
Realização de missões técnicas a Espanha, França e Itália, com o intuito de verificar a forma como se encontra organizada a actividade em estudo nos locais onde, tradicionalmente, já existe mercado de procura e oferta sustentados. Assim, foram visitadas as cidades de Santiago de Compostela, Sevilha e Saragoça, em Espanha, e os Santuários de Lourdes, em França, e Santo António em Pádua, Itália.
Seminário de encerramento, subordinado ao tema “A Herança Cultural do Norte de Portugal e o Turismo”, que teve dois objectivos específicos: por um lado lançar a discussão sobre a identidade cultural do Norte de Portugal, a sua herança, e de que forma será possível transformar estas características em produtos turísticos de sucesso; por outro lado, apresentar as conclusões finais dos estudos acima referidos.

 Objectivos

Estruturar, Dinamizar e Promover produtos de Turismo Cultural e Religioso;
Disponibilizar produtos inovadores aos Operadores Turísticos;
Promover acções de formação no domínio do Turismo Cultural e Religioso;
Realizar estudos no subsector do Turismo Cultural e Religioso;
Dinamizar o Turismo Cultural e Religioso Regional, quer individualmente, quer em parceria ou cooperação com outras entidades;
Acompanhar a evolução dos diferentes produtos de Turismo Cultural e Religioso.        

 

1.2 Cooperantes

-Arquidiocese de Braga
-Diocese de Aveiro
-Diocese de Lamego
-Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense
-Fundação INATEL
-Fundação Oriente
-Associação Comercial de Braga
-Barca do Lago Pinhos, S.A
-Confraria de Nossa Senhora da Abadia (Amares)
-Confraria de Nossa Senhora do Rosário da Franqueira (Barcelos)
-Confraria de Nossa Senhora do Sameiro (Braga)
-Confraria do Bom Jesus do Monte (Braga
-Confraria de S. Bento das Pêras (Vizela)
-Confraria de Nossa Senhora da Saúde (Carvalhos-Vila Nova de Gaia
-Irmandade de Nossa Senhora do Carmo de Lemenhe (V. N. de Famalicão)
-Irmandade de Nossa Senhora do Carmo da Penha (Guimarães)
-Irmandade de Nossa Senhora do Porto de Ave (Póvoa de Lanhoso)
-Irmandade de São Bento da Porta Aberta (Terras de Bouro)
-Irmandade de São Torcato (Guimarães)
-Câmara Municipal de Terras de Bouro
-Câmara Municipal de Amares
-Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão
-Câmara Municipal de Barcelos
-Câmara Municipal da Póvoa de Varzim
-Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto
-Câmara Municipal de Vila Verde
-Câmara Municipal de Ponte da Barca
-Câmara Municipal de Vieira do Minho
-Câmara Municipal de Vila Pouca de Aguiar
-Câmara Municipal de Vizela
-Câmara Municipal de Boticas
-Câmara Municipal de Chaves
-Câmara Municipal de Penafiel
-Câmara Municipal de Guimarães
-Câmara Municipal de Aveiro
-Câmara Municipal dos Arcos de Valdevez
-Dr. Alípio Barrosa Pereira Dias Ex-Administrador do Millennium BCP)
-Dr. Jorge Alberto Carvalho Martins (Administrador BES)
-José Joaquim Torcato Soares Baptista
-Humberto Manuel Martins Carneiro
-José Joaquim Ferreira Martins
-Manuel Gerardo Roriz Ferreira Mendes
-Armindo Coelho Teixeira
-José Jorge Correia Lobo
-Francisco Dias Pereira
-Monsenhor Cónego Doutor Eduardo de Melo Peixoto
-Eng.º Abílio da Cunha Vilaça
-Joaquim Martins da Costa Cosme
-Dr. José Novais de Carvalho
-Eng.º José António Fernandes Sá Machado
-Alberto Pereira
-Arq. Fernando Jorge Peixoto Dias
-José Manuel de Araújo Barbosa
-Dr. Fernando Manuel Martins Viana
-Eng.º Manuel Joaquim Falcão da Silva
-Dr.ª Maria Albertina Ribeiro dos Santos
-Dr.ª Lizete Leite


1.3. Projectos
“À Descoberta dos Santuários”
Foi o primeiro produto experimental de turismo cultural e religioso, composto por roteiros de 1 dia, percorrendo a maioria dos santuários minhotos. Foram operacionalizados 10 roteiros com 2 programas cada.

“Roteiros Turel”
Numa segunda fase, a Turel concebeu, experimentou e estabilizou um conjunto de roteiros, com duração variável, procurando dar resposta às necessidades do mercado. A marca destes produtos é a qualidade dos serviços, o acompanhamento personalizado e a diferenciação dos locais.
Os roteiros da Turel estão estruturados de forma a contemplar transporte, guia Turel, alojamento, restauração, entradas nos locais referenciados e Seguro de Viagem.
Estabilizamos um total de 40 Produtos Turísticos (temáticos e não temáticos) concebidos, experimentados e consolidados em programas de 1 a 12 dias

Colecção “Guiões Turísticos dos Santuários”
Reflexo de um trabalho minucioso de pesquisa, muito importante para suprir a falta de informação disponível sobre os santuários. Com o objectivo claro de induzir níveis elevados de qualidade aos produtos turísticos concebidos e credenciados pela Turel|TCR, procederam à concepção de 2 tipos de Guiões Turísticos: um para profissionais (guias turísticos e outros) e outro para o público em geral.
Desta forma, pretenderam uniformizar e disciplinar com verdade a informação disponibilizada ao público. Estando já disponíveis dez guiões para profissionais, em formato digital, que podem ser consultados em www.turismoreligioso.org, e cinco para o publico em geral, a saber:
-“Guião Turístico do Santuário de Nossa Senhora do Sameiro;
-“Guião Turístico do Santuário de S. Bento da Porta Aberta;
-“Guião Turístico do Santuário de Nossa Senhora da Penha;
-“Guião Turístico da Sé Catedral de Santa Maria de Braga;
-“Guião Turístico do Santuário de Nossa Senhora do Porto de Ave;
-“Guião Turístico de Nossa Senhora do Rosário do Monte da Franqueira”
-“Guião Turístico de Nossa Senhora da Torre”

“Peregrino dos Santuários”
Este projecto visa fornecer, a cada peregrino, elementos de informação e compreensão sobre cada santuário e, ao mesmo tempo, contribuir para a recuperação do sentido e do espírito de peregrinação aos lugares e santuários cristãos.
Proporciona-se, assim, uma visão mais ampla sobre os elementos históricos, culturais e religiosos de cada santuário e sua envolvente paisagística.
Num segundo momento, pretende-se descobrir e recuperar caminhos trilhados pelos peregrinos em direcção aos vários santuários.
Para concretizar este conceito foram concebidos três instrumentos de apoio: (i) um Guião, com informação sobre cada santuário, desde datas das peregrinações, história breve do mesmo, até conselhos úteis para uma peregrinação a pé; (ii) uma Credencial, que testemunhará os vários locais de partida, passagem e chegada; (iii) e um Certificado, que atesta a condição de “Peregrino dos Santuários”.
A peregrinação poderá ser realizada a pé, de bicicleta ou a cavalo. Os santuários, actualmente abrangidos neste conceito, são os seguintes:
-Nossa Senhora de Porto d’Ave (Póvoa de Lanhoso);
-São Torcato (Guimarães);
-S. Bento da Porta Aberta (Terras de Bouro);
-Nossa Senhora da Penha (Guimarães);
-Nossa Senhora da Abadia (Amares);
-Nossa Senhora do Sameiro (Braga)
-Bom Jesus do Monte (Braga).
Seguindo o exemplo de outros conceitos lançados pela Turel, este produto caracteriza-se por ser, inicialmente, experimental. Pretende-se, a curto prazo, que se torne estruturante e determinante na revitalização do sentido de peregrinar.
Num segundo momento procedeu-se à inventariação e divulgação do “Caminho do Formigueiro: Senhora da Abadia – S. Bento da Porta Aberta”


A Turel|TCR na Economia Digital.
Está em funcionamento, desde Junho de 2005, a página da internet da Turel|TCR no endereço www.turismoreligioso.org, bastante direccionada para a divulgação da oferta ao nível da região do Norte de Portugal. Estando prevista a criação de uma outra numa vertente de cariz mais genérico e com maior abrangência territorial, permitindo funcionar interactivamente como central de reservas e fornecimento de informações complementares.


Cartão Turel
No sentido de “popularizar” e fidelizar clientes, procedemos à criação do “Cartão Turel”, disponibilizando condições especiais aos seus subscritores, quer em termos de serviços prestados, quer de acesso a condições financeiras diferenciadas.
Estamos a agrupar várias entidades dos sectores do Alojamento, Restauração, Artesanato e Núcleos Museológicos, e a criar uma base de associados do “Cartão Turel”.

Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso
A Turel|TCR organizou e promoveu, nos dias 28 e 29 de Outubro de 2005, as Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso, em Braga.
A importância que este tipo de turismo tem vindo a merecer, aliada a um claro crescimento, não só na sua vertente espiritual, como também as implicações culturais subjacentes (história, arquitectura, arte, etc.), levou à organização destas jornadas, onde catedráticos, representantes institucionais, profissionais do sector turístico, estudantes, entre outros, debateram vários aspectos relacionados com a temática do turismo cultural e religioso.
Como se pretendia, o encontro tornou-se num espaço de reflexão e debate onde se compartilharam conhecimentos e experiências em torno deste tema, de forma que a partir das ideias apresentadas se pudessem perfilar as estratégias de exploração do património na promoção turística de Portugal e Galiza, assim como analisar e melhorar os serviços prestados aos turistas e peregrinos; criar sinergias entre as
diversas entidades que gerem o património, e estudar o melhor investimento nas infra-estruturas necessárias.
Assim sendo, foram apresentados e debatidos os seguintes temas: “Produtos de turismo cultural e religioso”; “O caso de Fátima na Europa dos 15”; “O Turismo Cultural e Religioso em Santiago de Compostela”; “Igrejas e turismo cultural: O Projecto Caminho das Igrejas Brancas”, “Turismo Cultural e Religioso: interpretação do património”; “Estudo de caso da Sé Catedral de Braga”.
Estiveram presentes entre os oradores: Monsenhor Cónego Doutor Eduardo Melo, Presidente Executivo da Turel|TCR, Prof. Doutor Licínio Cunha – Universidade Lusófona; Dr. Joaquim Moura Instituto de Turismo de Portugal; Prof. Doutor Ruben Lois Gonzalez – Direcção Geral de Turismo de Galicia; Dr. Vítor Ambrósio – Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril; Prof. Doutor Xosé Santos Solla – Centro de Estudos Turísticos de Santiago de Compostela; Arq. José António Falcão - Departamento do Património Histórico e Artístico da Diocese de Beja; Dr.ª Maria Gabriela Carvalho – Sindicato Nacional da Actividade Turística, Tradutores e Interpretes; Dr.ª Mónica Diaz – Associação Profissional de Guias Turísticos da Galiza e Cónego António Macedo – Cabido Metropolitano e Primacial Bracarense.
A oportunidade e pertinência destas jornadas, que em larga medida contribuíram para uma afirmação a nível nacional e internacional da Turel e transformaram-se num factor de motivação para dar continuidade ao evento.

II Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso
A TUREL|TCR — Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL., organizou e promoveu, nos dias 27 e 28 de Outubro de 2006, a segunda edição das Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso, as quais cumpriram os objectivos e expectativas criadas. A cidade de Vila Nova de Famalicão, nomeadamente a Casa das Artes e a Casa Museu Camilo Castelo Branco, serviu de palco a este evento.
Nesta edição estiveram presentes como oradores Arq. Armindo Costa – Presidente da Câmara Municipal de V.N. de Famalicão; Dr. Vítor Neto - Secretário de Estado do Turismo nos XIII e XIV Governos Constitucionais; Dr.ª Cristina Salsinha - Instituto de Turismo de Portugal; Prof. Doutor Ruben Lois Gonzalez – Direccion Xeral de Turismo de Galicia; Prof. Doutor Xosé Santos Solla – Universidade de Santiago de
Compostela; Pedro Negrão – Douro Azul; Dr. João Sacchetti – João Lagos Sport; Dr. João Henriques – Quinta da Marinha; Dr. António Cardoso – Signinum; Sebastian Valverde – ITC Mensula; Cón. Dr. João Paulo Abreu – Museu Pio XII; Dr. Martins Vieira e a Dr.ª Lúcia Medeiros.

III Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso
A TUREL|TCR — Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL., organizou e promoveu, nos passados dias 4 e 5 de Outubro, a terceira edição das Jornadas Luso-Galaicas de Turismo Cultural e Religioso, as quais cumpriram os objectivos e expectativas criadas. O Centro Cultural Vila Flor, o centro histórico e a Sociedade Martins Sarmento, na cidade de Guimarães, serviram de palco a este evento.
Como se pretendia, este encontro debateu, entre outros temas, as oportunidades e desafios que uma Capital Europeia da Cultura, pode apresentar, abordando-se o caso de Guimarães 2012.
No auditório do Centro Cultural Vila Flor estiveram presentes o Dr. António Magalhães – Presidente da Câmara Municipal de Guimarães, Monsenhor Cónego Doutor Eduardo de Melo Peixoto – Presidente da TurelTCR, Dr. Xavier Valiño -  Direcção Geral de Turismo da Galiza, Dr. Luís Costa - Turismo de Portugal e a Dr.ª Zita Seabra que proferiu uma conferência subordinada ao tema “História, Património e Turismo” .
No  painel, intitulado “CIDADES, CULTURA E TURISMO” estiveram a Dr.ª Fernanda Abreu e Arq.ª Rosa Maria Ferreira e o Dr. António de Sousa e Silva.. O segundo painel foi “SANTUÁRIOS NATUREZA E TURISMO”, com a Arq. Noé Dinis, a Dr.ª Maria da Graça Santos e o Dr. Afonso Oliveira.
Pela tarde, às 15:00h decorreu
O encerramento oficial das Jornadas decorreu com a visita guiada ao centro histórico de Guimarães e a visita à exposição dos 60 anos da Irmandade da Penha orientada pelo Sr. Manuel Roriz.

“Ars Artium” – Salão de Artigos Religiosos
A Turel|TCR dinamizou durante 4 dias o “Ars Artium” – Salão de Artigos Religiosos, que se tornou numa excelente oportunidade de divulgação para criativos, fabricantes e agentes de comercialização de artigos religiosos. Teve lugar no Sameiro-

 

Braga durante os dias 28, 29 e 30 de Abril e 1 de Maio. Este foi um evento pioneiro no Norte de Portugal.
Estiveram presentes no “Ars Artium” 14 empresas do sector, dividas por 21 stand’s. A maioria oriunda de diversas regiões do país, nomeadamente, Fátima, Porto, Setúbal, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Póvoa de Lanhoso, Ourém e Braga. Mas também marcaram presença dois expositores internacionais, nomeadamente, Espanha e Bélgica.

“Ars Artium” – II Salão de Artigos Religiosos
A segunda edição do Ars Artium, realizou-se nos dias 13, 14 e 15 de Abril de 2007, na cidade de Barcelos. Na persecução dos objectivos definidos para este evento, contou-se com a presença de 18 expositores.
O destaque desta edição vai para o concurso dos novos criadores de artigos religiosos realizado em simultâneo com o “Ars Artium”, e que pretende constituir um incentivo para a promoção, qualificação e inovação da arte religiosa.
A TUREL está apostada no desenvolvimento de um novo artesanato religioso, que conjugue de forma harmoniosa e apelativa o passado e o futuro. Com esse objectivo, vem promovendo o “Ars Artium” – Salão de Artigos Religiosos, que este ano teve lugar, em Abril, no Pavilhão Municipal de Barcelos, em parceria com a autarquia local.
O evento contou com a participação de vinte trabalhos e doze artesãos, tendo as peças sido expostas no Posto de Turismo de Barcelos, ao longo do último mês e meio.
Tendo como principal critério de avaliação dos trabalhos apresentados a inovação, conjugada com a utilização de novos materiais e o apelo estético, o júri acabou por atribuir o primeiro prémio a Júlia Ramalho, reconhecida artesã do figurado de Barcelos e uma referência do artesanato em Portugal e no estrangeiro, que apresentou um “Cristo crucificado”, em figurado, com acabamento vidrado de cor castanho/mel, numa técnica característica do seu trabalho, sob uma cruz de ameixoeira.
O júri do concurso, composto por representantes da TUREL, da Câmara Municipal de Barcelos e do patrocinador - Quinta do Esquilo, premiou ainda as artesãs Conceição Sapateiro,  no segundo lugar, com o “São Francisco”, e Laurinda Pias, pelos seu “Cristo crucificado”, arrecadou o 3º lugar. Aos restantes artistas foi-lhes atribuída uma Menção Honrosa pelos trabalhos apresentados.

O Instituto de Turismo de Portugal (ITP) premeia Turel|TCR com menção honrosa nos Prémios Turismo 2006 -
A 17 de Março de 2006 a Turel|TCR viu coroado todo o trabalho desenvolvido até então, ao receber uma Menção Honrosa do ITP na 1ª edição do Prémio Turismo - Valorização do Espaço Público, uma iniciativa do ITP, entidade que tem por missão contribuir para a qualificação da oferta turística e a promoção do turismo nacional.
Este prémio destinou-se às melhores intervenções em espaço público e que contribuiriam para o reforço da sua atractividade turística.
O prémio estava dividido em duas categorias distintas “Obra” e “Serviços”. Concorreram, no total, 109 instituições com 165 projectos e foram pré-seleccionados cerca de 40. Finalmente foram nomeadas 4 instituições para a categoria “Serviços” e 5 para a categoria “Obra”. Os premiados e pré-seleccionados asseguraram uma adequada divulgação por parte dos parceiros do ITP neste Prémio.
Neste sentido, a Turel|TCR – Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL, foi uma das quatro nomeadas na categoria “Serviços”, arrecadando, desta forma, uma Menção Honrosa que confere a esta cooperativa, com cerca de 3 anos, uma posição de relevo no panorama turístico nacional, merecendo rasgados elogios por parte de todos os órgãos de soberania presentes, nomeadamente do Sr. Secretário de Estado do Turismo e Ministro da Economia.

Fórum de Arquitectura Religiosa
Em parceria com a Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, a Turel organizou nos dias 18 e 19 de Maio de 2007, o Fórum de Arquitectura Religiosa, na cidade da Póvoa de Varzim. Foi um momento ideal para partilhar saberes, experiências e perspectivas de arquitectura religiosa, com vista a delinear estratégias e técnicas de construção, conservação e restauro para uma conveniente utilização e interpretação do património arquitectónico religioso, dando especial ênfase às experiências em Portugal e na Galiza.

 

A implementação deste projecto decorreu conforme o planeado, acabando por exceder as expectativas criadas. O trabalho concertado entre os técnicos da Turel e os
da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim contribuiu, de forma decisiva, para o cumprimento dos objectivos. Realce para o apoio das várias entidades e personalidades. Sem o contributo de todos não seria possível implementar, com sucesso, este evento.
De uma forma geral, as várias entidades, oradores e participantes, assinalaram a importância deste evento, trazendo para o debate público temas tão importantes, como os apresentados, muitas vezes esquecidos e banalizados. A pertinência das várias comunicações, abrangendo vários temas e casos concretos de construção, conservação e restauro do património arquitectónico religioso, levou a que todos os intervenientes tivessem manifestado a sua satisfação, em relação ao Fórum. Exemplos disso são algumas das manifestações recebidas durante e depois do evento.
O património arquitectónico de origem religiosa “tem um futuro brilhante”, como afirmou a Arq. José António Falcão. A sua importância estratégia no desenvolvimento de sectores como a cultura e o turismo, levam a que o debate sobre este tema seja de extrema utilidade para a valorização e dinamização do património.
Estiveram presentes os seguintes Oradores e Moderadores: Monsenhor Cónego Doutor Eduardo de Melo Peixoto (Presidente da Turel), Dr. Macedo Vieira (Presidente da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim), Arq. Jorge da Costa (Ordem dos Arquitectos); Arq. Luíz Cunha; Arq. Javier Alonso (Coordenador do Plano Director da Catedral de Santiago de Compostela); Arq. José António Falcão (Director do Dep. História e Património da Diocese de Beja); Arq. Rui Bianchi; Arq. Paula Silva (Directora Regional do IPPAR-Norte); Eng.º António Carvalho (Somague); Arq. Alexandros Tombazis; Arq. Luís Teles; Dr. José Flores; Dr. Deolinda Flores e Dr. Afonso Oliveira (Vereador C.M. Póvoa de Varzim).

Serviço de Guias Intérpretes
Porque a qualidade é fundamental, a Turel possui uma bolsa de guias profissionais, especializados em turismo cultural e religioso, que procuram dar resposta às solicitações do mercado. Estabelecemos um conjunto de parcerias que potenciam este serviço e divulgam o património de cada região.


Guias Intérpretes locais dos Santuários
Pela primeira vez foram colocados guias-intérpretes em 3 dos Santuários cooperantes da Turel|TCR.  Para além de proporcionarem visitas guiadas, estes profissionais tem como função produzir materiais de divulgação e promoção destes espaços e produzir eventos que dinamizem a vida dos santuários.

Formação
Só com profissionais cada vez mais qualificados é possível desenvolver o turismo e torná-lo mais atractivo, por isso procuramos investir na formação dos agentes ligados ao turismo, fornecendo ferramentas que possam ajudar a uma maior competência profissional nos vário serviços prestados aos visitantes/turistas e peregrinos. Para concretizar este desiderato lançamos uma série de cursos dirigidos aos profissionais das agências de turismo, da hotelaria, dos museus, dos postos de turismo e do artesanato.

Peregrinos da Cultura
O Projecto “Peregrinos da Cultura” é um novo conceito promocional, que tem como base de sustentação a grande variedade cultural da Região Norte do país, a sua excelente oferta turística bem como o seu riquíssimo património (cultural/religioso).
Este conceito agrega eventos já existentes em concelhos, cooperantes da Ture, e realiza a sua promoção conjunta.
Assim, em 2007, a Turel divulgou junto do público-alvo um conjunto de eventos, que decorreram nos meses de Novembro/Dezembro, nos concelhos de Vieira do Minho, Cabeceiras de Basto, Vila Pouca de Aguiar, Amares, Ponte da Barca, Vizela, Vila Verde e Terras de Bouro, construindo uma rede de oferta Cultural.
Com este agregar de ofertas sob um denominador comum, pretendeu-se atrair mais visitantes e a atenção mediática para cada um destes eventos.
Este projecto irá continuar em 2008, agregando mais municípios e com uma dinâmica de divulgação mais alargada.


Congresso Internacional de Turismo Cultural e Religioso.
 Com o apoio do Estado português, a Turel organizou o Congresso Internacional de Turismo Cultural e Religioso, que decorreu nos dias 22, 23 e 24 de Abril, de 2008, na cidade da Póvoa de Varzim. Este evento reuniu diferentes realidades, diferentes olhares, iniciativas consolidadas, iniciativas em projecto, novas estratégias de planeamento e gestão dos espaços e produtos de turismo cultural e religioso, tendo em vista responder e aproveitar as novas oportunidade do mercado global. Simultaneamente, promoveram-se objectivos de desenvolvimento sustentado, de favorecimento das comunidades locais, de diálogo intercultural, de preservação e conservação de legados culturais do passado e de consciencialização, por parte da sociedade.
O objectivo geral deste congresso foi, então, o de criar uma oportunidade de reflexão, de debate, de partilha e de actualização de conhecimentos científicos e saberes e experiências práticas sobre turismo cultural e religioso. Este objectivo geral e de carácter eminentemente prospectivo subsume e desdobrou-se num conjunto de outros objectivos parcelares, a saber:
•Reunir uma série de peritos para debaterem um tema de interesse geral – o produto turismo cultural e religioso;
•Analisar as tendências do mercado no turismo cultural e religioso e debater as oportunidades e desafios para o seu desenvolvimento no século XXI;
•Debater o planeamento, a gestão, o ordenamento e a sustentabilidade do turismo cultural e religioso na sua origem, no seu território, permitindo um desenvolvimento integrado e apresentar o património cultural e religioso como alavanca necessária para a captação de fluxos turísticos;
•Apresentar e debater novas estratégias de actuação no sector, numa perspectiva de desenvolvimento sustentáve,l através da exposição de projectos internacionais de sucesso nos domínios em questão.
•Debater estratégias para o desenvolvimento do turismo cultural e religioso, enquanto produto inovador na oferta turística do Norte de Portugal e potencial motor de desenvolvimento desta região.

Durante os três dias foram apresentadas 71 comunicações (48 orais e 23 em poster), assistidas por mais de 400 participantes, de 29 países diferentes, desde o
México, Polónia, passando pela Bulgária, Brasil, Eslovénia, Espanha, França, Itália, entre outros.
O perfil dos participantes revelou-se muito diverso, incluindo: (i) profissionais, técnicos e responsáveis com ligação a órgãos da administração pública, a instituições de desenvolvimento cultural e económico, a associações de desenvolvimento local e regional e a instituições religiosas; (ii) participantes oriundos da academia e do campo da investigação científica, e, como é óbvio, (iii) empresários e profissionais do sector turístico.
Este congresso foi organizado em duas partes distintas. A primeira parte integrou os conteúdos apresentados e debatidos nas sessões plenárias do congresso, incluindo a Sessão de Abertura, que contou com a presença das autoridades internacionais, nacionais e locais.
Na Sessão A foram apresentadas comunicações sobre o “Turismo Religioso” no mundo, com destaque para casos emblemáticos como Israel, a Santa Sé, os “Caminhos de Santiago” e o interessante “Caminho de Abraão”. Durante a Sessão B, dedicada ao “Turismo cultural”, tiveram lugar comunicações de cariz mais político-institucional que foram apresentadas pelos representantes de vários governos, nomeadamente, do Brasil, Espanha, França, Itália e Portugal. A Sessão C decorreu em torno de “O papel dos operadores no turismo cultural e religioso”, com a apresentação das experiências, que operadores como a Geotur, as Viajes Atlântico e o Inatel, têm com este tipo de turismo. Finalmente, a Sessão Plenária D concentrou-se num caso de estudo muito específico: o “Turismo Cultural e Religioso no Norte de Portugal”, em que intervieram representantes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDRN), da Turel, da Arquidiocese de Braga representada pelo seu Arcebispo D. Jorge Ortiga e do Governo português, através do Secretário de Estado do Turismo, os quais trouxeram ao congresso as respectiva visões sobre a configuração e a importância deste segmento no contexto do desenvolvimento turístico da Região Norte de Portugal. Durante esta sessão foram também apresentadas as principais linhas e conclusões emergentes do congresso
A segunda parte foi dedicada às comunicações apresentadas nas três sessões temáticas do Congresso, respectivamente “O desenho e a gestão de rotas culturais”, “Cultura, turismo e comunidades locais” e “Turismo religioso e peregrinações” que, no conjunto, reuniram um total de 24 comunicações orais e 23 em poster.

Devem ainda referir-se as actividades paralelas que tiveram lugar durante este congresso, a saber: o “Salão de Artesanato e Produtos Locais” e uma exposição de arte
sacra. Porque o artesanato e os produtos locais são um importante factor de desenvolvimento, associado ao turismo, foram convidamos 17 artesãos, que representam o artesanato mais significativo do Norte de Portugal, desde o “Galo de Barcelos” aos “Lenços dos Namorados”, passando pelas típicas camisolas “Poveiras” e pelos produtos mais tradicionais como os vinhos verdes e do Porto e o mel e chás do Gerês.
A exposição “A Arte e a Devoção”, decorreu no posto de turismo da Póvoa de Varzim, e nela estiveram patentes mais de 30 Ex-votos, incluindo pinturas e estatuária do Santuário de Nossa Senhora da Abadia. Esta exposição contou com a colaboração do Museu Municipal da Póvoa de Varzim e da Confraria de Nossa Senhora da Abadia.
Ainda no campo das realizações complementares, de referir que depois de dois dias de trabalho em sala, o terceiro dia foi dedicado à visita ao património, nas cidades de Braga, Guimarães e Cabeceiras de Basto. O riquíssimo património cultural e religioso existente nestes locais, do mais representativo do Norte de Portugal, nomeadamente, a Sé Catedral de Braga, o Paço dos Duques de Bragança e centro histórico de Guimarães e o convento de S. Miguel de Refojos em Cabeceiras de Basto, foram o alvo das visita guiada, orientadas por guias especializados de turismo cultural e religioso.

 

ESTATUTOS DA COOPERATIVA
TCR — Desenvolvimento e Promoção do Turismo
Cultural e Religioso, CRL

Art.° 1°
(Denominação e localização)
1. A cooperativa denomina-se “TCR — Desenvolvimento e Promoção do Turismo Cultural e Religioso, CRL”, adiante simplesmente designada por TCR é de responsabilidade limitada, sem fins lucrativos e constitui-se ao abrigo do Código Cooperativo.
2. A TCR insere-se no ramo dos serviços e do turismo, é uma cooperativa de produtores de serviços e é constituída por tempo indeterminado.
3. A TCR tem a sua sede social na Avenida General Norton de Matos, n.°50 - 1.º, da cidade de Braga, podendo estabelecer em qualquer localidade do território nacional ou no estrangeiro, as formas de representação que considere necessárias à prossecução do seu objecto.
Art.° 2°
(Objecto)
A TCR tem por objecto desenvolver e promover produtos de turismo cultural e religioso, agregar profissionais do sector e promover a sua formação nos domínios do turismo cultural e religioso. Realização de estudos no sub-sector do turismo cultural e religioso.
Art.º 3.°
(Órgãos)
1. Os órgãos sociais da TCR são:
a) a assembleia geral;
b) a direcção;
c) o conselho fiscal.


1. Os membros dos órgãos sociais são eleitos pelos cooperadores por um período de três anos.
2. Em caso de apresentação de mais de uma lista, considera-se vencedora a lista que tiver obtido a maioria dos votos.
3. É admitido o voto por correspondência e por procuração.

Art.° 4º
(Assembleia geral)
1. A Assembleia geral é o órgão supremo da TCR e as suas deliberações, tomadas nos termos legais e estatutários são obrigatórias para os restantes órgãos sociais e cooperadores.
2. A mesa da assembleia geral é composta por um presidente, um vice- presidente e um secretário.
3. A assembleia geral reunirá, ordinariamente duas vezes por ano, a primeira até 31 de Março, para apreciação e votação do relatório e contas do exercício anterior e a segunda até 31 de Dezembro, para apreciação e votação do orçamento e plano de actividades para o exercício seguinte, bem como o respectivo plano orçamental.
4. A Assembleia geral poderá reunir extraordinariamente, mediante requerimento dos restantes órgãos sociais ou de, pelo menos 5% dos cooperadores, no mínimo de quatro.
5. A Assembleia geral reunirá à hora marcada na convocatória se, a essa hora, comparecerem mais de metade dos cooperadores com direito de voto, ou trinta minutos depois com qualquer número de cooperadores presentes.
6. Depende de deliberação da Assembleia Geral para além das matérias referidas no art.° 49º do Código Cooperativo:
a) a filiação ou o estabelecimento de acordos de cooperação com outras instituições que prossigam fins análogos;
b) o montante das jóias;
c) a emissão de títulos de investimento;
d) a ratificação da admissão dos membros efectivos efectuada pela direcção;
e) a admissão de membros honorários;
f) a aprovação de regulamentos internos necessários ao funcionamento da cooperativa, designadamente para efeitos do trabalho e serviços com que os cooperadores vão concorrer.
g) os valores para efeitos dos excedentes previstos no art° 12.° dos estatutos.

Art.° 5°
(Direcção)
1. A Direcção é composta por um presidente e quatro vice-presidentes, um
deles com funções de tesoureiro e outro de secretário.
2. O presidente designará qual dos vice-presidentes o substituirá nas suas faltas ou impedimentos.
3. Para obrigar a TCR é sempre necessária a assinatura conjunta de dois dos membros da direcção.
4. A direcção é o órgão de administração e representação da TCR competindo-lhe a prática de todos os actos previstos no art.° 56.° do Código Cooperativo, podendo para o efeito conferir poderes de representação e/ou administração a mandatários, registando em acta os limites e as condições para o exercício e revogação dos respectivos mandatos.
5. Todos os membros da Direcção são solidários com todos os actos de gestão que esta pratica.

Art.° 6°
(Conselho Fiscal)
1. O Conselho Fiscal é composto por um presidente e dois vogais
2. O Conselho Fiscal é o órgão de controlo e fiscalização da TCR.
3. Para o melhor exercício das suas funções o Conselho Fiscal pode ser assessorado por um Revisor Oficial de Contas

Art.°7.°
(Capital)
1. O capital social da TCR é variável, no montante mínimo inicial de 2.500 euros.
2. O capital social é representado por títulos nominativos de 5 euros cada.
3. Os cooperadores que sejam pessoas singulares devem subscrever e realizar em dinheiro, no acto de admissão, vinte e cinco títulos.
4. Os cooperadores que sejam pessoas colectivas devem subscrever mil titulos.
5. A subscrição dos títulos pelos cooperadores referidos no número anterior, a realizar em dinheiro, obriga a urna entrega mínima de 10% do seu valor no acto de subscrição, devendo o restante ser integralmente realizado no prazo de um ano.
6. Os cooperadores que sejam pessoas singulares podem subscrever e realizar capital em dinheiro, bens ou direitos, trabalho ou serviços, havendo, com excepção das realizações em dinheiro, a obrigatoriedade de intervenção de um revisor oficial de contas para aferir e confirmar os respectivos valores de realização.
7. Os cooperadores devem contribuir para a TCR com capital nos termos dos números anteriores e ainda com trabalho, nos termos que vierem a ser definidos pela Assembleia Geral.
8. Nenhum cooperador singular ou colectivo pode ter capital superior a 10% do total do capital social.
9. O aumento de capital far-se-á mediante a entrada de novos cooperadores ou por novas subscrições solicitadas aos já existentes.

Art.°8.°
(Jóia)
1. Aos cooperadores admitidos após a fundação da TCR será exigida uma jóia de admissão, cuja importância reverte para as reservas obrigatórias.
2. O valor da jóia é de 50 euros para aos cooperadores singulares e de 100 euros para os cooperadores que sejam pessoas colectivas.

Art.° 9.º
(Transmissão de títulos)
1. A transmissão dos títulos de capital inter vivos ou mortis causa carece sempre de autorização da direcção e operar-se-á de acordo com as normas do Código Cooperativo e demais disposições legais aplicáveis.
2. No caso de transmissão a terceiros, ainda que reunindo as condições exigidas pelos estatutos para serem admitidos, dos títulos de capital inter vivos, gozam os cooperadores do direito de preferência, o qual deverá ser exigido no prazo máximo de oito dias úteis a contar da data da recepção da notificação para tal efeito, a ser enviada a todos os cooperadores pela direcção.
3. A direcção deverá enviar, por carta registada com aviso de recepção, a notificação para o exercício do direito de preferência no prazo máximo de cinco dias a contar da data de recepção do pedido do cooperador transmitente.

Art.°1O°
(Cooperadores)
1. Os cooperadores são prestadores de serviços, podendo ser efectivos ou honorários.
2. São membros efectivos, além dos fundadores, quaisquer pessoas singulares ou colectivas, de direito público ou privado, que como tal sejam admitidas.
3. São membros honorários quaisquer pessoas singulares ou colectivas, de direito público ou privado, a quem a assembleia geral delibere conferir essa qualidade.
4. Podem ser membros da Cooperativa todas as pessoas singulares cujas qualificações profissionais sejam adequadas à prossecução da actividade social da Cooperativa e, ainda, todas aquelas que requerendo a sua admissão à direcção, nos termos estatutários, esta reconheça, fundamentalmente, condições e idoneidade para serem membros.
5. A admissão como membros na Cooperativa efectua-se mediante apresentação à direcção da proposta assinada pelo candidato e por dois membros efectivos proponentes, no pleno gozo dos seus direitos, acompanhada da subscrição dos títulos e jóia previstos nestes estatutos.
6. A admissão de um novo cooperador como membro da Cooperativa poderá ser precedida de um período de experiência nunca inferior a um ano, findo o qual a admissão se torna efectiva.
7. As admissões carecem sempre da ratificação da assembleia geral.

Art.° 11.°
(Direitos e deveres)
15. São direitos dos membros efectivos, para além dos previstos no Código Cooperativo:
a) Receber regularmente e pelo menos uma vez por mês, segundo os regulamentos aprovados, as importâncias devidas pela sua participação na actividade cooperativa;
b) Receber, após a aprovação do relatório e contas da direcção, as respectivas partes do excedente líquido que lhes forem fixadas,
c) Solicitar a sua demissão com pré-aviso escrito de pelo menos 30 dias, relativamente ao final do ano civil.
2. São deveres dos membros efectivos, para além dos previstos no Código Cooperativo.
a) Desempenhar com zelo, diligência e brio profissional as tarefas que lhes forem confiadas;
b) Não desenvolver de forma directa ou por interposta pessoa actividades que entrem em concorrência com o a actividade da cooperativa.
3. Os membros honorários não participam no capital social, mas têm direito a participar na assembleia geral, sem direito a voto, e são isentos de responsabilidade que o Código Cooperativo atribui aos membros efectivos.
4. Os membros honorários não podem ser eleitos para qualquer órgão social da Cooperativa.

Art.° 12.°
(Reservas obrigatórias e excedentes)
1. São constituídas as seguintes reservas obrigatórias:
a) Reserva legal, constituída por 5% das jóias e por uma percentagem dos excedentes a fixar em assembleia geral;
b) Reserva para educação e formação, constituída por 5% da jóia não afecta à reserva legal e por uma percentagem não inferior a 1 % dos excedentes a fixar em assembleia geral;
c) Uma reserva para investimento, constituída por uma percentagem anual dos excedentes a fixar pela assembleia geral.
16. O remanescente dos excedentes poderá ser distribuído pelos membros efectivos em função do trabalho produzido, nos termos do Código Cooperativo.